Abertura à imigração na Europa
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Os europeus divergem bastante relativamente à disponibilidade para acolher imigrantes de diferentes origens étnicas, e as diferenças por nível de escolaridade e idade são muito maiores nalguns países do que noutros
De um modo geral, de acordo com os dados mais recentes do Inquérito Social Europeu (ESS), os europeus divergem bastante relativamente à disponibilidade para acolher imigrantes de diferentes origens raciais ou étnicas. A aceitação é geralmente mais elevada no Norte e no Oeste da Europa, e mais baixa nalguns países da Europa Central e Oriental.
O nível de escolaridade é importante?
Ao analisarmos o nível de abertura a imigrantes de raça ou etnia diferente por nível de escolaridade, observamos que as pessoas com níveis de escolaridade mais elevados reportam, geralmente, níveis de aceitação mais elevados.
É o caso, por exemplo, do Reino Unido: enquanto 62% dos que não concluíram o ensino secundário consideram que “muitos” ou “alguns” imigrantes de raça ou etnia diferente devem ser admitidos (por oposição a “poucos” ou “nenhum”), este valor sobe para 85% entre os que concluíram o ensino superior. Em Portugal, estes valores (48% e 77%, respetivamente) revelam uma diferença ainda maior nas atitudes consoante o nível de escolaridade, sendo, aliás, a mais elevada entre os países do Atlas. Contudo, este padrão está longe de ser universal, uma vez que alguns países apresentam pequenas diferenças entre os níveis de escolaridade, sejam eles mais abertos (Suécia e Noruega) ou mais restritivos (Hungria, República Checa ou Grécia).
A idade é importante?
Embora os mais jovens tendam a demonstrar maior abertura, as diferenças entre os grupos etários mais jovens e mais velhos não seguem um padrão semelhante em todos os países. Por exemplo, enquanto em países como a França, a Alemanha ou o Reino Unido a diferença é muito expressiva (superior a 25%), há casos em que a idade tem uma relação muito pequena ou inexpressiva com estas atitudes, como são os casos da Bulgária e da Hungria (menos de 6%).
Na verdade, estes resultados sugerem que a abertura à imigração é um fenómeno mais complexo, podendo estar associado tanto a características sociodemográficas como aos contextos nacionais. Embora um nível de escolaridade mais elevado e uma idade mais jovem estejam frequentemente associados a uma maior aceitação, nenhuma destas relações é igualmente forte em todos os países. Outros fatores, como a cultura nacional, as condições económicas, o debate político e as experiências anteriores de imigração poderão, igualmente, desempenhar um papel importante.
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